terça-feira, 3 de abril de 2012

Depois que me tornei mãe, converso bastante com outras mães, com a minha mãe e minha sogra emprestada sobre como criar os filhos. Ouço bastante as "vozes da experiência", por que tenho uma preocupação absurda em não passar por muito "mal bocados" que sempre vejo algumas mães passarem.

Porém algo que a maternidade me trouxe também foi o bom senso, com isso eu parei de julgar outras mães, fato que fazia mesmo não sendo mãe.

Quem nunca viu uma pirraça do filho dos outros e não disse: "Ah a culpa é dos pais que não educam e blábláblá???", com isso eu aprendi que nem sempre a culpa é da mãe, ou nem sempre quer dizer que não passarei por isso.

Acho que só quem é mãe vai entender bem o que vou dizer.

Analisando algumas situações eu percebi o quanto mudei.

"A criança se joga no chão do supermercado ou shopping, faz aquele escândalo por que foi contrariada"

Antes eu pensava:
"A culpa é da mãe, que não educa direito e deixa o filho fazer essa birra toda!"

Hoje eu penso:
"Aposto que acabou de dizer não para o filho, na tentativa de educá-lo, por isso tanto chororô. Respira fundo e muita paciência, que sou solidária a você! Afinal: "Tamo" Junto!!!"

"A mãe conta que o filho de dois anos ainda acorda para mamar todas as noites."

Antes eu pensava:
"Tira logo essa mamadeira noturna! Se ele acorda para mamar com essa idade, é porque você não coloca limites."

Hoje eu penso:
"Putz, coitada! Olha a cara de sono que ela está! Tenho certeza de que já fez de tudo para o filho dormir a noite toda e ainda não adiantou… Mas calma, que um dia toda criança dorme a noite inteira (pelo menos eu nunca vi marmanjo de 15 anos chamando a mãe para tomar leite no meio da madrugada, rsrs!)."

"No meio do restaurante, a criança de um ano e pouco pede a décima batata frita, e a mãe dá!"

Antes eu pensava:
"Como ela pode dar essa porcaria para o filho comer?"

Hoje eu penso:
"Uma batata a mais outra a menos no fim de semana (não todos os dias, claro) não vai causar um estrago tão grande assim… E por meia hora de almoço tranquilo e feliz em família, é um preço bem baixinho de se pagar!"

"Quando via uma mãe dar aquelas papinhas industrializadas para o filho!"

Antes eu pensava:
"Putz! Que preguiçosa, custa ir a cozinha e preparar uma refeição caseira para a criança?"

Hoje eu penso:
"Coitada né, deve ter corrido o dia todo, não teve tempo nem para almoçar direito, mas ao menos não deixa o filho dela sem o almoço."

E eu poderia ficar horas aqui, descrevendo situações e como mudei depois que Duda nasceu. Muitos podem se perguntar por que eu escrevi isso, se Duda ainda tem 6 meses e quase não passei por nenhuma  situação dessas, mas depois que me tornei mãe, descobri que o nosso filho, seja ele bebê ou não, já tem uma personalidade e cabe a nós pais moldarmos ela bem. 

Duda, por exemplo, abandonou o colo para dormir. Se ela quer dormir não adianta ninar, até hoje lembro de uma única vez que ela adormeceu no colo do pai no shopping, é muito difícil fazer ela dormir se não estivermos em casa. Isso faz com que o pai dela e eu tenhamos que nos programar para estar em casa quando a pilha dela acaba.

Eu quero mudar isso? Não! Estamos felizes assim, ela quer dormir é só por no berço, beijo, dorme com Deus, mamãe (ou papai) te ama e tchau! Isso se adequou a nós, as vezes é ruim, mas nem tudo no mundo é perfeito, quem dirá na criação de um mini ser humano?

Na minha casa por exemplo, grande parte do dia é só ela e eu, um silêncio (salvo quando meus vizinhos resolvem não deixar a paz reinar), portanto ela é super acostumada com isso,  não gosta de muito barulho, musica alta, assusta na igreja com o barulho.

Quero mudar isso? Mais ou menos, estou tentando mais sem forçar. Eu amo ficar sozinha, desde que casei e meu marido fazia faculdade, eu chegava do trabalho e ficava sozinha até ele chegar, morria de medo até que comecei a descobrir as vantagens de não ter barulho na minha cabeça. Com isso se ela gostar de sossego também eu tô feita. Mas aos poucos quero que ela acostume com um pouco só de barulho, o suficiente para me deixar assistir um culto ou que ela consiga mamar sem que eu tenha que sair com ela do local.

Em contrapartida ela é uma criança super calma em casa, não me dá trabalho para nada, é quietinha, não acorda chorando e - acreditem - nem com fome ela chora. Eu tenho que ficar de olho nos horários dela, por que se deixar para ela chorar de fome para me avisar, ela fica mais tempo do que o recomendado sem comer.

Faço questão de manter uma rotina para Duda, isso eu lia desde antes da gravidez, há uma pesquisa que apontam os bebês orientais são mais calmos que os ocidentais, grande fato deve-se aos orientais serem bem rigorosos na rotina do bebê, fato que comigo e minha filha tem dado certo. Porém há quem julgue isso errado, já ouvi várias criticas dizendo que eu estava acostumando mal a  minha filha.

Tanto dei ouvido a isso (só que não rsrsrsr) que hoje minha boneca dorme as 21:00h, acorda de noite as vezes mas não é para mamar e vai acordar mesmo só as 7 ou 8 horas do dia seguinte. O que me dá tempo para fazer algo a noite, curtir meu marido, minha casa e desligar um pouco a minha função de mãe.

Depois de um tempo eu aprendi que ninguém nasce mãe, a gente se torna e que filho não vem com manual de instruções, do tipo aperte tecla tal para evitar a pirraça. Filho é uma massinha, um papel em branco que você molda e escreve conforme o tempo passa.


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